segunda-feira, 1 de julho de 2013

O que virá depois?



Os jovens internautas levantaram-se de suas cadeiras, alongaram os músculos e foram para a adrenalina das ruas. Lá, puderam juntos se movimentar por quilômetros de manifestação, gritando palavras de ordem com seus cartazes nas mãos. Um exercício cívico focado na cobrança de transformações no país.

A considerada "primavera (no inverno) brasileira", rendeu também na internet, local onde nasceu. Vozes indignadas, antes caladas, encontraram um conforto expressivo nas redes sociais e, em conjunto, com outras vozes conseguiram expressar suas opiniões, incitaram debates e causaram uma movimentação em prol de uma maior consciência política por parte dos cidadãos.

Essa é a movimentação positiva provocada pelas manifestações em todo o país. Vandalismos e destruições à parte, o processo de transformação de mentes, de cobranças por parte dos cidadãos e de ativismo político pode trazer benefícios a longo prazo para a democracia. A força demonstrada pela população mexeu com as estruturas do país; governos e empresas devem estar preparados para se adaptarem às mudanças.

É o que diz parte dos cientistas políticos que debatem sobre o tema em jornais e na própria internet. Entre eles, há também a preocupação com relação a organização das manifestações, que se apresentam desordenadas, sem foco e liderança. Manifestantes se dizem apartidários e, segundo os especialistas, sem uma organização representativa não há atendimento das demandas. Mas, o que podemos dizer das ações urgentes criadas pelo governo para responderem aos pedidos das ruas, como os royalties para a educação e contra a PEC 37? Ambos foram efetivados por pressão de cidadãos nas ruas, sem partido.

O futuro é incerto. Entendeu-se até o momento que um movimento surgido e ampliado pela internet segue sem liderança ou foco. Muitas ainda são as discussões promovidas na ágora virtual, pois ela permite que todos ajam como sujeitos políticos se expressando quando, como e da forma que quiserem. Não há processos hierárquicos. Tudo é fluido, móvel e líquido. Desvai-se em um segundo. Talvez esse seja o problema e a preocupação dos especialistas, que enxergam tal movimento como temporário e ligado a um "modismo".

Será? 





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