Lousas Digitais
O
conhecimento que antes estava, exclusivamente, nas salas de aula se deslocou
também para as salas virtuais, fóruns educacionais, enciclopédias digitais,
aulas online em vídeos, inúmeras publicações em sites e blogs, e em outras plataformas
no computador e nos celulares.
O
aprendizado acessível para muitos, portátil e sem custos é facilitado e, ao
mesmo tempo, construído pelo próprio aluno que utiliza dispositivos digitais
para construir seus estudos no espaço e tempo que desejar.
Nada
disso é novo, somente facilitado. Já existiam bibliotecas, comunidades físicas,
livros e revistas para orientarem o aprendizado. A novidade é o imediatismo, a
amplitude e navegabilidade do conhecimento que pode estar em todo o lugar, se
tornando até uma extensão de nossas mentes. Há também a convergência de
dispositivos, que amplia ainda mais o espaço de conhecimento.
“O
conhecimento, atualmente, assume várias formas e o mesmo tema pode ser
encontrado no youtube, em apresentações de Power Point disponibilizadas no
slideshare, divulgado no Twitter, postado e discutido em um blog ou em uma
lista de discussão. Todos podem falar ao mesmo tempo de forma multimodal”, diz a
escritora e professora Vera Menezes (veja abaixo o link para o texto onde foi
retirada a frase).
Na
sala de aula tradicional, o professor e o quadro-negro estavam na frente dos
alunos. Esses se sentavam durante o horário de aula e ouviam o professor
transmitir o que precisavam saber. O professor era a autoridade e o
conhecimento do livro também. Apesar do sistema pedagógico, muitas vezes,
continuar sendo o mesmo, os alunos mudaram. Eles têm maior acesso ao
conhecimento vindo de diferentes formas pela Internet. E os professores? Muitos deles não se
adaptaram às novas tecnologias. Parte por descaso, parte por falta de incentivo
das instituições escolares.
“Neste
novo ambiente, os professores são obrigados a serem mais experientes. Seu poder
estará em seus conhecimentos e não no seu controle ou comando”, diz o autor Bill
Cope, em seu artigo sobre o aprendizado onipresente no computador. Este tipo de
aprendizado oferece uma série de possibilidades, fazendo com que os alunos constituam
aprendizados contextualizados com suas capacidades e vivências. São produtores
e realizadores. Refazem o mundo com sua própria voz, conectando experiências.
No
espaço virtual, alunos e professores precisam entender a linguagem própria da
Internet e estarem capacitados para isso. Não tanto os alunos atuais,
considerados “nativos digitais”, que já nasceram na fase computacional e já
possuem um contato com essa linguagem. Mais ainda os professores, que ainda mantém
certa resistência ao uso dessas tecnologias. Eles não precisam estar inseridos
em todas, mas talvez conhecerem a linguagem própria e refletirem sobre novas
formas de ensino atual.
Talvez
essa seja a solução para eliminar as barreiras entre professores e alunos, a
fim de construir um espaço maior de comunicação e aproximação entre eles. Possibilidades
que a comunicação digital oferece!
Algumas reportagens muito interessantes sobre o tema:
Escola e alunos ‘digitais’ desafiam professor ‘analógico’
Fontes de inspiração:
COPE, B.; KALANTZIS,
M. Ubiquitous
learning: an agenda
for educational transformation. 2008. Disponível em: <http://www.networkedlearningconference.org.uk/past/nlc2008/abstracts/PDFs/Cope_576-582.pdf>
PAIVA, V. L. M. O. A tecnologia na docência em línguas
estrangeiras: convergências e tensões.
In: Lucíola Licínio de Castro Paixão Santos. (Org.). Convergências e tensões no campo da formação
e do trabalho docente. Belo Horizonte:
Autêntica, 2010c, v. V, p. 595-613. Disponível em:
<http://www.veramenezes.com/endipe.pdf>.

Nenhum comentário:
Postar um comentário