segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Do virtual para o real - o que ficou da revolução?

Mais uma vez esse tema que me interessa tanto é destaque neste blog. Não tem como fugir dele. Agora que as pessoas multiplicaram indignações no espaço virtual e as levaram para as ruas, a internet ficou mais ainda fortalecida. Até o país mais poderoso do mundo começou a fuxicar as páginas e redes sociais brasileiras para tentar entender o que está acontecendo. Tudo bem que isso não é novidade e a espionagem já é de praxe há um tempo, mas agora o poder está um pouco mais ameaçado. 

A rua mostrou suas caras e podemos já listar alguns ganhos que a sociedade brasileira obteve com as manifestações de 2013 ( reúno abaixo alguns pontos discutidos durante uma reunião que participei do grupo de estudos Democracia Digital na UFMG).





O que aprendemos com a revolução nas ruas:

1 - Todas as classes sociais convivendo juntas em um mesmo espaço.

2 - As pessoas aprenderam a ocupar os espaços públicos para se manifestarem.

3 - As transformações só ocorrem quando fazemos diferentes, saímos do virtual.

4 - Os movimentos surgem para provocar confronto, estes são inevitáveis, precisam construir um incômodo e obtém sucesso a partir dele, quando pressionam por mudanças.

5 - Existem vários nomes, causas, por isso a conquista é pelo fazer, não por resultados mensuráveis. 

6 - Não se pode limitar o discurso, o que existem são vários discursos, uma rede, não se pode excluir. O novo mundo é possível diante de várias legitimidades.

Com inspirações de Manuel Castells, "Redes de Indignação".

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Ciberações para o bem - Social Good

Já sabemos que o nosso querido espaço digital proporciona conectar pessoas, tornar acessível a partilha de ideias e a formação de grupos com gostos em comum. Entendemos e utilizamos com louvor essas potencialidades que ajudaram e muito nosso dia-a-dia cada vez mais corrido. Encurtamos distâncias e nos colocamos disponíveis para contato diário, no mundo virtual. Isso acontece com oito a cada dez pessoas (suponho um número grande de usuários, pois não incluo somente os que utilizam só mídias sociais, mas também o e-mail, ferramenta habitual na vida da maioria dos seres humanos atuais).

Alguns se utilizam dessas possibilidades para criarem redes de corrupção e estragos. Mas, não darei importância a eles. Quero mostrar agora algumas iniciativas maravilhosas que são voltadas para o bem e que visam utilizar o espaço virtual de conexão e fluxo de informações compartilhadas para melhorarem a vida de outras pessoas. Um pouco do que é chamado Social Good.


Um instante para explicar sobre o termo: conheci a expressão "Social Good" em uma oficina que fiz essa semana e ele tem tudo a ver com meu projeto de mestrado.  Social Good é o nome dado as iniciativas na internet usadas para impulsionar a solução de problemas sociais.  
Inúmeros movimentos sociais, ong´s, coletivos, empresas e pessoas cansadas de viver na inércia realizam Social Good utilizando as ferramentas da internet para convocarem pessoas, voluntários e angariarem recursos em prol de um bem maior.

Algumas iniciativas:

Desestressa BH - uma iniciativa voluntária e simples ( você pode montar uma também) que incentiva o amor ao próximo através de pequenas atitudes: um bom dia, um abraço ou apenas um simples sorriso

Imagina na Copa - um projeto que tem o objetivo grandioso de promover uma transformação na juventude brasileira até a Copa de 2014. Com o foco na mudança de atitude, o projeto ajuda, a partir de oficinas, os jovens a entenderem o tipo de atuação que querem ter e ajudá-los a se organizar para iniciar seus próprios projetos.

Doare - você sempre pensou em fazer doações, mas não sabia como e em quem confiar? O Doare é uma plataforma de doações que te ajuda a contribuir com as melhores e mais confiáveis organizações sem sair de casa. Dá uma passada lá.

Mais amor por favor - o que era apenas uma frase afixada em alguns muros pelas cidades, cresceu e se tornou um movimento em prol da generosidade e do carinho entre as pessoas.


Essas são somente alguns das milhares de ações que surgem a cada minuto na rede. É emocionante ver como as pessoas encontram cada vez mais formas de se unirem em prol de ações bondosas.  


Palmas, palmas para tudo isso!

P.S: Se quiser saber mais sobre o Social Good, procure no http://socialgoodbrasil.org.br/







quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Exposição ao extremo


Chocada com a notícia do homem que utilizou o Facebook para contar que havia matado a esposa.

Uma de suas declarações me chocou mais:"Vou para a prisão ou ser condenado à morte por assassinar minha esposa, gosto de vocês, amigos, vou sentir saudades, se cuidem, pessoal do Facebook, vocês vão me ver nas manchetes", escreveu Medina.

Fato que é um caso em que a visibilidade facilitada pelas mídias sociais foi levada ao extremo. Mas, estamos falando de uma arena "livre", para o bem ou para o mal. Em que identidades são construídas e reveladas. 

domingo, 14 de julho de 2013

Etiqueta na internet

Já passamos grande parte da nossa vida em frente ao computador, conectados a uma arena virtual, móvel, ágil, fluida, onde diálogos rápidos são construídos e diversos tipos de cidadãos podem se expressar quando e como quiserem.

Mas, antes de transformar ideias e sentimentos em comunicação por palavras, aúdios e sons, o internauta precisa conhecer e aplicar a linguagem própria do meio, como também suas regras de "etiqueta". 

Etiqueta? Sim, como as boas maneiras da "vida social", as relações digitais também têm regras de convivência no meio.

Conheça e já comece a aplicar algumas delas:

- Não use letras maiúsculas durante a conversa, a não ser que queira "gritar".
- Tente escrever ao máximo sem erros gramaticais, você nunca sabe quem irá ler o que publicou.
- Nos chats, evite o uso excessivo de emoticons, principalmente se for para substituir palavras. Você não sabe em que tipo de dispositivo a pessoa estará lendo sua mensagem e esse tipo de imagem costuma apresentar erro.
- Cuidado, pense dez vezes antes de escrever qualquer coisa em um chat e nunca fale o que não diria pessoalmente.
- Nas redes sociais, preserve o máximo que conseguir sua intimidade (não é legal e nem seguro mostrar a todo momento onde está, o que está fazendo ou pensando). Guarde para seus amigos mais próximos e familiares.
- Também nas redes sociais, tente não divulgar publicações no mural de outras pessoas e não marque amigos sem a autorização dos mesmos.

Fonte de pesquisa: Jornal Hoje em Dia




quinta-feira, 4 de julho de 2013

Entendendo Democracia Digital: em busca de uma visão crítica da atualidade

Após a leitura de dois textos de pesquisadores sobre democracia digital (Wilson Gomes e Ricardo Fabrino - vide abaixo), pude ampliar minha visão sobre o tema e repensá-lo no contexto atual das manifestações.

Anotei alguns pontos importantes (dos milhares que tinham no texto), que compartilho abaixo:

- São incontestáveis as oportunidades que a internet oferece para a participação democrática. Wilson Gomes diz que: "o cidadão pode se relacionar diretamente ao Estado ou ao sistema político, sem a mediação dos meios de massa ou das instituições intermediárias; os membros da comunidade política podem agora, na alternância entre livre emissão e livre recepção, produzir uma comunicação sobre as coisas de seu próprio interesse, a prescindir do Estado, do sistema político ou dos meios de massa".

- Antes, durante e depois das manifestações, a internet "teve papel fundamental nos processos de articulação, mobilização e estruturação dos movimentos", aponta Ricardo Fabrino. 


Além disso, o professor destaca o fenômeno da cobertura alternativa de grupos (como o PósTV), que tornaram o processo discursivo mais complexo.

- Além de ampliar as possibilidades de participação dos cidadãos, a internet pode ainda contribuir para "produzir informação que promova a transparência, a abertura e a accountability das agências de governo em níveis nacional e internacional, bem como a capacidade de fortalecer canais interativos de comunicação entre os cidadãos e as instituições intermediárias", Wilson Gomes citando outro autor, Norris. 

Tal análise reforça que devemos nos lembrar do regime de governo democrático que vivemos, em que o poder político é exercido por representantes da população em instituições executivas e legislativas. A experiência democrática passa pelo Estado. 

- Segundo Wilson Gomes, "o Estado é a contraparte institucional da cidadania" e  não pode ser encarado como adversário da sociedade. O Estado deve considerar o poder civil em detrimento do sistema político, pois se as decisões políticas se resolvem inteiramente em um sistema político que não ouve os cidadãos, tais decisões se tornam deficitárias em legitimidade.

- Afim de que as reivindicações dos cidadãos sejam ouvidas e que a luta por reconhecimento travada nas ruas seja efetivada com mudanças políticas e sociais, Ricardo Fabrino propõe uma radicalização democrática, que possibilite que a "democracia não se restrinja ao voto e possa se adensar, realizando-se de forma contínua e efetiva".

Os textos podem ser consultados abaixo:



Somos todos vigiados


Outro dia estava procurando na internet uma escrivaninha para meu quarto. Olhei em diversos sites, principalmente no Google. Achei a que queria e a comprei. No outro dia, abri o Google novamente e me deparei com inúmeras propagandas me oferecendo o mesmo produto. Achei curioso. Mais ainda quando abri meu e-mail e vi mais propagandas de escrivaninha. Abri também outros sites e lá estavam elas: as propagandas! 

A sensação que me passou foi a de que estamos (o tempo todo) sendo analisados, controlados e vigiados. O que você está fazendo no espaço virtual? Quem é você? O que você gosta?



Para provar isso, basta acessar o Google e digitar algum tema, como " partido político". Depois peça a um amigo para também digitar o mesmo termo no computador pessoal dele. Se vocês tiverem perfis diferentes, aparecerão resultados diferentes. Isso quer dizer que certas informações não estão ao seu alcance, simplesmente, porque não são adequadas para o seu perfil. 

Nas redes sociais, esse "filtro" acontece constantemente nos chamados feeds de notícias, que selecionam o que você tem acesso de acordo com diversos critérios. 

Sorria, você está sendo vigiado!

Recomendo a leitura do post Analisando as Redes Sociais com algumas informações de como isso acontece.

Acho que você pode gostar também de:

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O que virá depois?



Os jovens internautas levantaram-se de suas cadeiras, alongaram os músculos e foram para a adrenalina das ruas. Lá, puderam juntos se movimentar por quilômetros de manifestação, gritando palavras de ordem com seus cartazes nas mãos. Um exercício cívico focado na cobrança de transformações no país.

A considerada "primavera (no inverno) brasileira", rendeu também na internet, local onde nasceu. Vozes indignadas, antes caladas, encontraram um conforto expressivo nas redes sociais e, em conjunto, com outras vozes conseguiram expressar suas opiniões, incitaram debates e causaram uma movimentação em prol de uma maior consciência política por parte dos cidadãos.

Essa é a movimentação positiva provocada pelas manifestações em todo o país. Vandalismos e destruições à parte, o processo de transformação de mentes, de cobranças por parte dos cidadãos e de ativismo político pode trazer benefícios a longo prazo para a democracia. A força demonstrada pela população mexeu com as estruturas do país; governos e empresas devem estar preparados para se adaptarem às mudanças.

É o que diz parte dos cientistas políticos que debatem sobre o tema em jornais e na própria internet. Entre eles, há também a preocupação com relação a organização das manifestações, que se apresentam desordenadas, sem foco e liderança. Manifestantes se dizem apartidários e, segundo os especialistas, sem uma organização representativa não há atendimento das demandas. Mas, o que podemos dizer das ações urgentes criadas pelo governo para responderem aos pedidos das ruas, como os royalties para a educação e contra a PEC 37? Ambos foram efetivados por pressão de cidadãos nas ruas, sem partido.

O futuro é incerto. Entendeu-se até o momento que um movimento surgido e ampliado pela internet segue sem liderança ou foco. Muitas ainda são as discussões promovidas na ágora virtual, pois ela permite que todos ajam como sujeitos políticos se expressando quando, como e da forma que quiserem. Não há processos hierárquicos. Tudo é fluido, móvel e líquido. Desvai-se em um segundo. Talvez esse seja o problema e a preocupação dos especialistas, que enxergam tal movimento como temporário e ligado a um "modismo".

Será? 





segunda-feira, 17 de junho de 2013

Manifestações no Brasil: tudo começou na internet?

A internet já se firmou como espaço favorável à organização das mobilizações sociais realizadas nas ruas. Isso já estava claro, mas se tornou ainda mais evidente nas últimas semanas, com os protestos em diversas cidades do Brasil contra o aumento das passagens de ônibus. 

As manifestações foram e continuam sendo organizadas na internet em sites e, principalmente, nas mídias sociais, onde conquistam diversos adeptos após a repercussão no meio. 

Utilizando argumentos convincentes que refletem as insatisfações comuns com a realidade brasileira atual, os mobilizadores convocaram as pessoas pela internet a participarem dos atos nas ruas. No espaço virtual, elas confirmaram sua presença e compartilharam a ideia com seus amigos. Com apenas um clique, uma manifestação ganhava força e motivava pessoas a irem para as ruas.


Manifestação em São Paulo


Números até o dia de hoje:

- Em São Paulo, foram 10000 pessoas para as ruas protestar contra o aumento da passagem,
- No Rio de Janeiro, cerca de 300 pessoas estavam nas ruas.
- Em Belo Horizonte, 8000 pessoas se reuniram no centro da cidade,
- Na Europa e nos EUA, mais de 2800 pessoas foram às ruas em apoio ao Brasil.

Brasil sai do virtual em direção ao real

Os jovens leem, assistem e ouvem a respeito do que acontece no país. Eles conhecem a realidade, desde sempre. Mas, estavam sentados, parados. Com o auxílio do meio atual mais eficiente para interagir com um grande número de pessoas, alguém se cansou de ficar sentado e resolveu caminhar, motivar, manifestar. E deu certo!

Outras possibilidades

Como diz Jenkins: “se o trabalho dos consumidores das mídias já foi algum dia silencioso e invisível, hoje os novos consumidores são barulhentos e públicos”.

O espaço virtual também propicia a divulgação de fatos e acontecimentos que muitas vezes não são expostos pela mídia, seja pela velocidade em que são capturados em tempo real por qualquer internauta que esteja nas ruas, seja por questões políticas. Nessa arena, os manifestantes podem também omitir suas opiniões, compartilharem ideias e discutirem temas, como vem acontecendo com rapidez nas mídias sociais.

Veja um exemplo interessante de registro feito durante a manifestação no Rio de Janeiro:




quarta-feira, 12 de junho de 2013

Uma pesquisa divertida com os Doodles

No Natal, no Carnaval, no Dia dos Namorados e em qualquer outra data comemorativa ou aniversário de algo importante para o mundo, o Google investe em logos diferentes em sua página de pesquisa. Os "doodles", como são chamadas essas logos diferentes e divertidas, foram lançadas em 1999 e de lá para cá são colecionadas pelos usuários, que esperam ansiosamente uma nova publicação.

Muita criatividade! Não é atoa que é uma das maiores empresas de tecnologia do mundo e o maior buscador da Internet.

Curiosidades ( fonte: site do Google).

Quantos doodles o Google já criou até hoje?
A equipe de doodles já criou mais de 300 doodles para o site www.google.com, nos Estados Unidos, e mais de 700 para o resto do mundo.
Quem escolhe quais doodles serão criados e como se decide quais eventos terão doodles?
Um grupo de Googlers se reúne regularmente para decidir que eventos e feriados terão doodles. As ideias para os doodles em si vêm de várias fontes, como os Googlers e o próprio público. O processo de seleção do doodle é feito para que eventos e aniversários interessantes – e que reflitam o amor por inovação e a personalidade do Google – sejam celebrados. Sabemos que a lista de doodles não é exaustiva, mas tentamos selecionar os doodles mais criativos e inovadores.

Conheça alguns doodles famosos:
- Doodle das Olimpíadas, interativo, com joguinhos nas imagens.

- Doodle do Dia do Trabalho.




- Doodle do Dia dos Namorados.


- Doodle comemorativo dos 52 anos de Brasília.

- Doodle comemorativo dos 46 anos do filme Star Trek





terça-feira, 28 de maio de 2013

Giz eletrônico: novos modos de aprender e ensinar

Lousas Digitais

O conhecimento que antes estava, exclusivamente, nas salas de aula se deslocou também para as salas virtuais, fóruns educacionais, enciclopédias digitais, aulas online em vídeos, inúmeras publicações em sites e blogs, e em outras plataformas no computador e nos celulares.

O aprendizado acessível para muitos, portátil e sem custos é facilitado e, ao mesmo tempo, construído pelo próprio aluno que utiliza dispositivos digitais para construir seus estudos no espaço e tempo que desejar.

Nada disso é novo, somente facilitado. Já existiam bibliotecas, comunidades físicas, livros e revistas para orientarem o aprendizado. A novidade é o imediatismo, a amplitude e navegabilidade do conhecimento que pode estar em todo o lugar, se tornando até uma extensão de nossas mentes. Há também a convergência de dispositivos, que amplia ainda mais o espaço de conhecimento.

“O conhecimento, atualmente, assume várias formas e o mesmo tema pode ser encontrado no youtube, em apresentações de Power Point disponibilizadas no slideshare, divulgado no Twitter, postado e discutido em um blog ou em uma lista de discussão. Todos podem falar ao mesmo tempo de forma multimodal”, diz a escritora e professora Vera Menezes (veja abaixo o link para o texto onde foi retirada a frase).

Na sala de aula tradicional, o professor e o quadro-negro estavam na frente dos alunos. Esses se sentavam durante o horário de aula e ouviam o professor transmitir o que precisavam saber. O professor era a autoridade e o conhecimento do livro também. Apesar do sistema pedagógico, muitas vezes, continuar sendo o mesmo, os alunos mudaram. Eles têm maior acesso ao conhecimento vindo de diferentes formas pela Internet.  E os professores? Muitos deles não se adaptaram às novas tecnologias. Parte por descaso, parte por falta de incentivo das instituições escolares.

“Neste novo ambiente, os professores são obrigados a serem mais experientes. Seu poder estará em seus conhecimentos e não no seu controle ou comando”, diz o autor Bill Cope, em seu artigo sobre o aprendizado onipresente no computador. Este tipo de aprendizado oferece uma série de possibilidades, fazendo com que os alunos constituam aprendizados contextualizados com suas capacidades e vivências. São produtores e realizadores. Refazem o mundo com sua própria voz, conectando experiências.

No espaço virtual, alunos e professores precisam entender a linguagem própria da Internet e estarem capacitados para isso. Não tanto os alunos atuais, considerados “nativos digitais”, que já nasceram na fase computacional e já possuem um contato com essa linguagem. Mais ainda os professores, que ainda mantém certa resistência ao uso dessas tecnologias. Eles não precisam estar inseridos em todas, mas talvez conhecerem a linguagem própria e refletirem sobre novas formas de ensino atual.

Talvez essa seja a solução para eliminar as barreiras entre professores e alunos, a fim de construir um espaço maior de comunicação e aproximação entre eles. Possibilidades que a comunicação digital oferece!


Algumas reportagens muito interessantes sobre o tema:

Escola e alunos ‘digitais’ desafiam professor ‘analógico’




Fontes de inspiração:

COPE,  B.;  KALANTZIS,  M.  Ubiquitous  learning:  an  agenda  for  educational  transformation. 2008. Disponível em: <http://www.networkedlearningconference.org.uk/past/nlc2008/abstracts/PDFs/Cope_576-582.pdf>


PAIVA, V. L. M. O. A tecnologia na docência em línguas estrangeiras: convergências e  tensões. In: Lucíola Licínio de Castro Paixão Santos. (Org.).  Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente.  Belo Horizonte: Autêntica, 2010c, v. V, p. 595-613. Disponível em: <http://www.veramenezes.com/endipe.pdf>. 


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Um prato por um clique

Um clique por uma árvore, por um abaixo-assinado e até por um prato de comida!

Os movimentos sociais, as ong´s e os ativistas vem utilizando com criatividade as inúmeras potencialidades que o ambiente virtual oferece. Na rede, eles podem ampliar o número de ativistas para suas ações e encontram algumas ferramentas e plataformas ideais para isso.

Um recente projeto convida as pessoas a baixarem o aplicativo Food Share Filter, que compartilha fotos de comidas. O aplicativo é pago e todo o dinheiro arrecadado com o download é revertido para uma organização que ajuda pessoas carentes que sofrem com a fome.

A ideia é de que uma imagem de comida se torne um prato real para quem precisa. E essa veio atender a demanda dos usuários do Instagram, que adoram publicar fotos de comidas e agoram tem um filtro exclusivo para isso; como também a demanda carente mundial de alimento.




Um detalhe importante: a fome é o problema número 1 na lista dos 10 maiores riscos para a saúde. E hoje, ainda há no mundo 870 milhões de indivíduos que não tem o necessário para levar uma vida saudável, eles são principalmente crianças. Sabemos que a disparidade social é alta e que a divisão de recursos é um dos causadores desse problema. Só para ter uma ideia, custa apenas 25 centavos de dólar americano, por dia, para garantir que uma criança tenha acesso a todas os nutrientes e vitaminas necessários ao crescimento saudável. Enquanto uns esbajam suas comidas caras no Instagram, outros clamam por um prato qualquer.

(Dados: Portal do Instituto Humanitas Unisinos)


Fazendo o download desse aplicativo, você ajudará pessoas famintas pelo mundo. Será uma atitude muito simples. Basta clicar e pagar cerca de 2 reais! Mas, aproveite essa ação online para refletir um pouco sobre suas ações na vida real. Engajar-se virtualmente é fácil e serve de ponto de partida para atitudes mais amplas. Pense nisso!

Baixe e compartilhe essa ideia #FoodShareFilter.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Um vídeo para refletirmos

Muito interessante (e até engraçado!) o vídeo abaixo. Ele foi sugerido para o blog pelo Fabrício Martini e complementa as reflexões realizadas aqui sobre a interferência da cibercultura em nossa vida.


Vale a pena assistir:






Momentos e imagens sob medida

Maria tem 21 anos e está em uma festa super badalada de Reveillon. Chega à festa junto com seu namorado e seus amigos e logo procura a mesa que haviam reservado. Cumprimenta todos e assenta-se. Pega o celular na bolsa e começa a postar nas redes sociais as impressões sobre o momento. Fica assim até a metade de sua permanência no local. São fotos, posts e milhares de conversas on-line na rede.

São casos como esses em que se perde o contato social e a experiência engrandecedora promovida tão prazerosamente por uma festa, por uma viagem ou por um passeio....

"Uma visita a um museu ou a um lugar de peregrinação turística é, desse ponto de vista, particularmente instrutiva. Posta diante das maiores maravilhas da terra (digamos, o pátio dos leones, no Alhambra) a esmagadora maioria da humanidade recusa-se hoje a experimentá-las: prefere que seja a máquina fotográfica a ter experiência delas", aponta o filósofo Giorgio Agamben.

Agamben apresenta uma constatação bem apocalíptica, exagerada talvez, sobre a fotografia. 

Mas, podemos trazer a reflexão para nossa atualidade e pensar como usamos os diversos aparatos tecnológicos que possuímos. Acredito que podemos e devemos registrar nossas experiências com imagens, posts e outros (por uma questão de mémoria e etc), mas fazê-la sob medida para não perdermos grandiosas experiências no mundo real. O que acha? É algo a se pensar.




terça-feira, 14 de maio de 2013

Sorria! Você está sendo vigiado!




Tenho dois primos pequenos que estão o tempo todo conectados na internet, sejam para jogar ou, simplesmente para "descobrir" o mundo virtual. Por incrível que pareça, os dois ainda não fazem uso frequente das redes sociais.

O mais velho, apesar de possuir página no Facebook, esquiva-se dela em grande parte de seu tempo. Acho que ainda não lhe interessa, por causa da idade talvez, compartilhar, expor e conectar-se com outros seres virtuais. Mas, acredito que isso não dura muito. Talvez seja uma questão de dias para despertar o interesse.

Pensando nisso, surgem algumas perguntas: quando começou o meu interesse pelas redes sociais? E por qual razão ele é alimentado? 

Já pensou nessas questões? 

Será que eu continuo porque quero me manter acessível aos meus amigos e familiares? Gosto de ficar informada sobre o que acontece na vida de todos? Ou não, simplesmente me interesso pelo compartilhamento de informações e não quero ficar fora disso, da atualidade virtual?

São inúmeras questões a se pensar. Pode ser que meus primos ingressem nesse novo mundo sem perceber, levados nem-sei-porque a construir novas conexões, ideias e etc...tudo aquilo que já sabemos de possibilidades nessas mídias. Pensando bem, acho que foi assim que comecei também. Empurrada pela própria armadilha: a curiosidade.

Porém, para começarem a se socializar no novo meio eles precisarão aprender as facetas e truques desse ambiente. Um deles é o hábito de sorrir. Grandes lábios com dentes bem expostos para as fotos dos álbuns é a regra. Não há espaço para as dores da vida. A meta é aproveitar cada momento como se fosse o último. 

Desse é difícil se esquivar.

P.S: O mais velho um dia me disse que não sabia sorrir. Mas, eu ri, pois sei que em breve aprenderá. Foi a partir daí que tive a ideia para essa reflexão.


Olha que interessante:

sábado, 11 de maio de 2013

Palavras que curam

Lembrei-me agora de mais uma iniciativa super legal de ação online. O Doe Palavras convida os internautas a enviarem mensagens positivas para incentivar os pacientes do Instituto Mario Pena na luta contra o câncer.

Os textos são exibidos em telões dentro de hospitais e nas casas de apoio.

As palavras podem curar. Quer contribuir para isso? Envie mensagens pelo www.doepalavras.com.br



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Movimento Minas envolve participação online para resolver os desafios da sociedade

O Movimento Minas é uma excelente iniciativa do Governo de Minas Gerais que visa a interação entre governo e sociedade a fim construir soluções para os desafios da sociedade.

Uma ideia louvável de inteligência coletiva que utiliza a internet como meio de trocas reflexivas sobre determinado assunto. É uma forma que pode vir a oferecer uma oportunidade de atuação cidadã. Quer saber como participar?

Funciona assim: você entra no portal e faz um login (que pode ser pelo Facebook ou Google). Depois digita seus dados e se cadastra no site ( atente-se ao e-mail para confirmar o cadastro).

Com a conta criada, você poderá participar das enquetes, desafios (quebras-cabeças -"são desafios colaborativos, baseados em uma pergunta e algumas premissas para sua resolução") e fóruns de diálogo sobre política e programas existentes.

Quando eu entrei, só haviam enquetes, muito simples de responder. No blog, as ações efetivas apresentadas a partir das iniciativas do Movimento Minas ainda estão só no campo da construção de ideias e alternativas. Então, vamos torcer para que esse empreendimento tão inovador dê certo. Vou acompanhando por aqui.

Abaixo um vídeo sensibilizador fala mais um pouco sobre o que é o Movimento.






sábado, 4 de maio de 2013

As faces do Instagram


Vejam a minha roupa hoje! Meu pé, minha mão, meu nariz...eu preciso que me notem, estou sozinha aqui, no mundo real.



Em um espaço propício para tudo e todos se tornarem visíveis, indivíduos, empresas e movimentos sociais constroem novas identidades, discursos e imagens, utilizando todas as ferramentas possíveis para isso. Alguns só querem a popularidade, outros expressar seus sentimentos, mas, por fim, todos estão ä venda nesse espaço.

Vamos pensar aqui no Instagram. Sou uma recente navegadora desse espaço e notei as pessoas modificando sua rotina, desconstruindo sua vida em prol de novas e interessantes imagens do Instagram. Lá eu posso ser quem eu quero ou quem aos outros mais interessa e mais ainda, eu posso provar no Instagram que me tornei o que desejava.

E sou aquilo que mais atrai as pessoas, seja pela curiosidade, pelo estranhamento ou pela admiração. Levo legiões de indivíduos virtuais para minha vida interessante na Internet. Não estou mais sozinha.

É assim que estamos todos a venda neste espaço. Mercadorias performáticas, fluidas, em movimento de exposição espetacular. 

Nossa realidade contemporânea, que tem seu lado fantástico também.


Face fantástica

Notem as imagens do Instagram no clipe da banda Móveis Coloniais de Acaju. Foram utilizadas mais de 1800 imagens postadas pelos fas com a hashtag #instamoveis. Fotos variadas que mostravam um pouco da vida dessas pessoas e que, ao final, interagiram com a letra da música.




É a arte se apropriando das novas tecnologias, interagindo com as vidas construídas na Internet. Ela que, possibilita, a proximidade entre artista e fã. A banda Móveis Coloniais é contemporânea e interativa, sabe muito bem como utilizar a internet e utiliza esse recurso com sucesso e frequência  Um diferencial para o artista que quer se destacar nesse novo espaço de convivência  "Estou conectado, logo existo", diz o autor Kenneth Gergen.

Outros vídeos da banda Móveis Coloniais de Acaju que se apropriam da Internet:





Bem-vindo ao meu novo cantinho de ideias!


Pretendo aqui divulgar, analisar, comentar ou, simplesmente, devanear sobre a cibercultura.

A cibercultura é cultura do ciberespaço, lugar mediado por computadores que constrói uma nova ágora, espaço de trocas e vivências.

Aqui você navega em um território livre proporcionado pelo meio digital em que se atualizará (da forma mais clara e objetiva possível) sobre arte, cultura, música, redes sociais, comunicação  ferramentas...e etc na nossa querida e necessária internet.

# metaprocesso #inúmeras possibilidades #interatividade #liberdade

"As tecnologias são espelhos do nosso desejo de inteligência", Olivier Dyens