domingo, 14 de julho de 2013

Etiqueta na internet

Já passamos grande parte da nossa vida em frente ao computador, conectados a uma arena virtual, móvel, ágil, fluida, onde diálogos rápidos são construídos e diversos tipos de cidadãos podem se expressar quando e como quiserem.

Mas, antes de transformar ideias e sentimentos em comunicação por palavras, aúdios e sons, o internauta precisa conhecer e aplicar a linguagem própria do meio, como também suas regras de "etiqueta". 

Etiqueta? Sim, como as boas maneiras da "vida social", as relações digitais também têm regras de convivência no meio.

Conheça e já comece a aplicar algumas delas:

- Não use letras maiúsculas durante a conversa, a não ser que queira "gritar".
- Tente escrever ao máximo sem erros gramaticais, você nunca sabe quem irá ler o que publicou.
- Nos chats, evite o uso excessivo de emoticons, principalmente se for para substituir palavras. Você não sabe em que tipo de dispositivo a pessoa estará lendo sua mensagem e esse tipo de imagem costuma apresentar erro.
- Cuidado, pense dez vezes antes de escrever qualquer coisa em um chat e nunca fale o que não diria pessoalmente.
- Nas redes sociais, preserve o máximo que conseguir sua intimidade (não é legal e nem seguro mostrar a todo momento onde está, o que está fazendo ou pensando). Guarde para seus amigos mais próximos e familiares.
- Também nas redes sociais, tente não divulgar publicações no mural de outras pessoas e não marque amigos sem a autorização dos mesmos.

Fonte de pesquisa: Jornal Hoje em Dia




quinta-feira, 4 de julho de 2013

Entendendo Democracia Digital: em busca de uma visão crítica da atualidade

Após a leitura de dois textos de pesquisadores sobre democracia digital (Wilson Gomes e Ricardo Fabrino - vide abaixo), pude ampliar minha visão sobre o tema e repensá-lo no contexto atual das manifestações.

Anotei alguns pontos importantes (dos milhares que tinham no texto), que compartilho abaixo:

- São incontestáveis as oportunidades que a internet oferece para a participação democrática. Wilson Gomes diz que: "o cidadão pode se relacionar diretamente ao Estado ou ao sistema político, sem a mediação dos meios de massa ou das instituições intermediárias; os membros da comunidade política podem agora, na alternância entre livre emissão e livre recepção, produzir uma comunicação sobre as coisas de seu próprio interesse, a prescindir do Estado, do sistema político ou dos meios de massa".

- Antes, durante e depois das manifestações, a internet "teve papel fundamental nos processos de articulação, mobilização e estruturação dos movimentos", aponta Ricardo Fabrino. 


Além disso, o professor destaca o fenômeno da cobertura alternativa de grupos (como o PósTV), que tornaram o processo discursivo mais complexo.

- Além de ampliar as possibilidades de participação dos cidadãos, a internet pode ainda contribuir para "produzir informação que promova a transparência, a abertura e a accountability das agências de governo em níveis nacional e internacional, bem como a capacidade de fortalecer canais interativos de comunicação entre os cidadãos e as instituições intermediárias", Wilson Gomes citando outro autor, Norris. 

Tal análise reforça que devemos nos lembrar do regime de governo democrático que vivemos, em que o poder político é exercido por representantes da população em instituições executivas e legislativas. A experiência democrática passa pelo Estado. 

- Segundo Wilson Gomes, "o Estado é a contraparte institucional da cidadania" e  não pode ser encarado como adversário da sociedade. O Estado deve considerar o poder civil em detrimento do sistema político, pois se as decisões políticas se resolvem inteiramente em um sistema político que não ouve os cidadãos, tais decisões se tornam deficitárias em legitimidade.

- Afim de que as reivindicações dos cidadãos sejam ouvidas e que a luta por reconhecimento travada nas ruas seja efetivada com mudanças políticas e sociais, Ricardo Fabrino propõe uma radicalização democrática, que possibilite que a "democracia não se restrinja ao voto e possa se adensar, realizando-se de forma contínua e efetiva".

Os textos podem ser consultados abaixo:



Somos todos vigiados


Outro dia estava procurando na internet uma escrivaninha para meu quarto. Olhei em diversos sites, principalmente no Google. Achei a que queria e a comprei. No outro dia, abri o Google novamente e me deparei com inúmeras propagandas me oferecendo o mesmo produto. Achei curioso. Mais ainda quando abri meu e-mail e vi mais propagandas de escrivaninha. Abri também outros sites e lá estavam elas: as propagandas! 

A sensação que me passou foi a de que estamos (o tempo todo) sendo analisados, controlados e vigiados. O que você está fazendo no espaço virtual? Quem é você? O que você gosta?



Para provar isso, basta acessar o Google e digitar algum tema, como " partido político". Depois peça a um amigo para também digitar o mesmo termo no computador pessoal dele. Se vocês tiverem perfis diferentes, aparecerão resultados diferentes. Isso quer dizer que certas informações não estão ao seu alcance, simplesmente, porque não são adequadas para o seu perfil. 

Nas redes sociais, esse "filtro" acontece constantemente nos chamados feeds de notícias, que selecionam o que você tem acesso de acordo com diversos critérios. 

Sorria, você está sendo vigiado!

Recomendo a leitura do post Analisando as Redes Sociais com algumas informações de como isso acontece.

Acho que você pode gostar também de:

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O que virá depois?



Os jovens internautas levantaram-se de suas cadeiras, alongaram os músculos e foram para a adrenalina das ruas. Lá, puderam juntos se movimentar por quilômetros de manifestação, gritando palavras de ordem com seus cartazes nas mãos. Um exercício cívico focado na cobrança de transformações no país.

A considerada "primavera (no inverno) brasileira", rendeu também na internet, local onde nasceu. Vozes indignadas, antes caladas, encontraram um conforto expressivo nas redes sociais e, em conjunto, com outras vozes conseguiram expressar suas opiniões, incitaram debates e causaram uma movimentação em prol de uma maior consciência política por parte dos cidadãos.

Essa é a movimentação positiva provocada pelas manifestações em todo o país. Vandalismos e destruições à parte, o processo de transformação de mentes, de cobranças por parte dos cidadãos e de ativismo político pode trazer benefícios a longo prazo para a democracia. A força demonstrada pela população mexeu com as estruturas do país; governos e empresas devem estar preparados para se adaptarem às mudanças.

É o que diz parte dos cientistas políticos que debatem sobre o tema em jornais e na própria internet. Entre eles, há também a preocupação com relação a organização das manifestações, que se apresentam desordenadas, sem foco e liderança. Manifestantes se dizem apartidários e, segundo os especialistas, sem uma organização representativa não há atendimento das demandas. Mas, o que podemos dizer das ações urgentes criadas pelo governo para responderem aos pedidos das ruas, como os royalties para a educação e contra a PEC 37? Ambos foram efetivados por pressão de cidadãos nas ruas, sem partido.

O futuro é incerto. Entendeu-se até o momento que um movimento surgido e ampliado pela internet segue sem liderança ou foco. Muitas ainda são as discussões promovidas na ágora virtual, pois ela permite que todos ajam como sujeitos políticos se expressando quando, como e da forma que quiserem. Não há processos hierárquicos. Tudo é fluido, móvel e líquido. Desvai-se em um segundo. Talvez esse seja o problema e a preocupação dos especialistas, que enxergam tal movimento como temporário e ligado a um "modismo".

Será?