terça-feira, 28 de maio de 2013

Giz eletrônico: novos modos de aprender e ensinar

Lousas Digitais

O conhecimento que antes estava, exclusivamente, nas salas de aula se deslocou também para as salas virtuais, fóruns educacionais, enciclopédias digitais, aulas online em vídeos, inúmeras publicações em sites e blogs, e em outras plataformas no computador e nos celulares.

O aprendizado acessível para muitos, portátil e sem custos é facilitado e, ao mesmo tempo, construído pelo próprio aluno que utiliza dispositivos digitais para construir seus estudos no espaço e tempo que desejar.

Nada disso é novo, somente facilitado. Já existiam bibliotecas, comunidades físicas, livros e revistas para orientarem o aprendizado. A novidade é o imediatismo, a amplitude e navegabilidade do conhecimento que pode estar em todo o lugar, se tornando até uma extensão de nossas mentes. Há também a convergência de dispositivos, que amplia ainda mais o espaço de conhecimento.

“O conhecimento, atualmente, assume várias formas e o mesmo tema pode ser encontrado no youtube, em apresentações de Power Point disponibilizadas no slideshare, divulgado no Twitter, postado e discutido em um blog ou em uma lista de discussão. Todos podem falar ao mesmo tempo de forma multimodal”, diz a escritora e professora Vera Menezes (veja abaixo o link para o texto onde foi retirada a frase).

Na sala de aula tradicional, o professor e o quadro-negro estavam na frente dos alunos. Esses se sentavam durante o horário de aula e ouviam o professor transmitir o que precisavam saber. O professor era a autoridade e o conhecimento do livro também. Apesar do sistema pedagógico, muitas vezes, continuar sendo o mesmo, os alunos mudaram. Eles têm maior acesso ao conhecimento vindo de diferentes formas pela Internet.  E os professores? Muitos deles não se adaptaram às novas tecnologias. Parte por descaso, parte por falta de incentivo das instituições escolares.

“Neste novo ambiente, os professores são obrigados a serem mais experientes. Seu poder estará em seus conhecimentos e não no seu controle ou comando”, diz o autor Bill Cope, em seu artigo sobre o aprendizado onipresente no computador. Este tipo de aprendizado oferece uma série de possibilidades, fazendo com que os alunos constituam aprendizados contextualizados com suas capacidades e vivências. São produtores e realizadores. Refazem o mundo com sua própria voz, conectando experiências.

No espaço virtual, alunos e professores precisam entender a linguagem própria da Internet e estarem capacitados para isso. Não tanto os alunos atuais, considerados “nativos digitais”, que já nasceram na fase computacional e já possuem um contato com essa linguagem. Mais ainda os professores, que ainda mantém certa resistência ao uso dessas tecnologias. Eles não precisam estar inseridos em todas, mas talvez conhecerem a linguagem própria e refletirem sobre novas formas de ensino atual.

Talvez essa seja a solução para eliminar as barreiras entre professores e alunos, a fim de construir um espaço maior de comunicação e aproximação entre eles. Possibilidades que a comunicação digital oferece!


Algumas reportagens muito interessantes sobre o tema:

Escola e alunos ‘digitais’ desafiam professor ‘analógico’




Fontes de inspiração:

COPE,  B.;  KALANTZIS,  M.  Ubiquitous  learning:  an  agenda  for  educational  transformation. 2008. Disponível em: <http://www.networkedlearningconference.org.uk/past/nlc2008/abstracts/PDFs/Cope_576-582.pdf>


PAIVA, V. L. M. O. A tecnologia na docência em línguas estrangeiras: convergências e  tensões. In: Lucíola Licínio de Castro Paixão Santos. (Org.).  Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente.  Belo Horizonte: Autêntica, 2010c, v. V, p. 595-613. Disponível em: <http://www.veramenezes.com/endipe.pdf>. 


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Um prato por um clique

Um clique por uma árvore, por um abaixo-assinado e até por um prato de comida!

Os movimentos sociais, as ong´s e os ativistas vem utilizando com criatividade as inúmeras potencialidades que o ambiente virtual oferece. Na rede, eles podem ampliar o número de ativistas para suas ações e encontram algumas ferramentas e plataformas ideais para isso.

Um recente projeto convida as pessoas a baixarem o aplicativo Food Share Filter, que compartilha fotos de comidas. O aplicativo é pago e todo o dinheiro arrecadado com o download é revertido para uma organização que ajuda pessoas carentes que sofrem com a fome.

A ideia é de que uma imagem de comida se torne um prato real para quem precisa. E essa veio atender a demanda dos usuários do Instagram, que adoram publicar fotos de comidas e agoram tem um filtro exclusivo para isso; como também a demanda carente mundial de alimento.




Um detalhe importante: a fome é o problema número 1 na lista dos 10 maiores riscos para a saúde. E hoje, ainda há no mundo 870 milhões de indivíduos que não tem o necessário para levar uma vida saudável, eles são principalmente crianças. Sabemos que a disparidade social é alta e que a divisão de recursos é um dos causadores desse problema. Só para ter uma ideia, custa apenas 25 centavos de dólar americano, por dia, para garantir que uma criança tenha acesso a todas os nutrientes e vitaminas necessários ao crescimento saudável. Enquanto uns esbajam suas comidas caras no Instagram, outros clamam por um prato qualquer.

(Dados: Portal do Instituto Humanitas Unisinos)


Fazendo o download desse aplicativo, você ajudará pessoas famintas pelo mundo. Será uma atitude muito simples. Basta clicar e pagar cerca de 2 reais! Mas, aproveite essa ação online para refletir um pouco sobre suas ações na vida real. Engajar-se virtualmente é fácil e serve de ponto de partida para atitudes mais amplas. Pense nisso!

Baixe e compartilhe essa ideia #FoodShareFilter.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Um vídeo para refletirmos

Muito interessante (e até engraçado!) o vídeo abaixo. Ele foi sugerido para o blog pelo Fabrício Martini e complementa as reflexões realizadas aqui sobre a interferência da cibercultura em nossa vida.


Vale a pena assistir:






Momentos e imagens sob medida

Maria tem 21 anos e está em uma festa super badalada de Reveillon. Chega à festa junto com seu namorado e seus amigos e logo procura a mesa que haviam reservado. Cumprimenta todos e assenta-se. Pega o celular na bolsa e começa a postar nas redes sociais as impressões sobre o momento. Fica assim até a metade de sua permanência no local. São fotos, posts e milhares de conversas on-line na rede.

São casos como esses em que se perde o contato social e a experiência engrandecedora promovida tão prazerosamente por uma festa, por uma viagem ou por um passeio....

"Uma visita a um museu ou a um lugar de peregrinação turística é, desse ponto de vista, particularmente instrutiva. Posta diante das maiores maravilhas da terra (digamos, o pátio dos leones, no Alhambra) a esmagadora maioria da humanidade recusa-se hoje a experimentá-las: prefere que seja a máquina fotográfica a ter experiência delas", aponta o filósofo Giorgio Agamben.

Agamben apresenta uma constatação bem apocalíptica, exagerada talvez, sobre a fotografia. 

Mas, podemos trazer a reflexão para nossa atualidade e pensar como usamos os diversos aparatos tecnológicos que possuímos. Acredito que podemos e devemos registrar nossas experiências com imagens, posts e outros (por uma questão de mémoria e etc), mas fazê-la sob medida para não perdermos grandiosas experiências no mundo real. O que acha? É algo a se pensar.




terça-feira, 14 de maio de 2013

Sorria! Você está sendo vigiado!




Tenho dois primos pequenos que estão o tempo todo conectados na internet, sejam para jogar ou, simplesmente para "descobrir" o mundo virtual. Por incrível que pareça, os dois ainda não fazem uso frequente das redes sociais.

O mais velho, apesar de possuir página no Facebook, esquiva-se dela em grande parte de seu tempo. Acho que ainda não lhe interessa, por causa da idade talvez, compartilhar, expor e conectar-se com outros seres virtuais. Mas, acredito que isso não dura muito. Talvez seja uma questão de dias para despertar o interesse.

Pensando nisso, surgem algumas perguntas: quando começou o meu interesse pelas redes sociais? E por qual razão ele é alimentado? 

Já pensou nessas questões? 

Será que eu continuo porque quero me manter acessível aos meus amigos e familiares? Gosto de ficar informada sobre o que acontece na vida de todos? Ou não, simplesmente me interesso pelo compartilhamento de informações e não quero ficar fora disso, da atualidade virtual?

São inúmeras questões a se pensar. Pode ser que meus primos ingressem nesse novo mundo sem perceber, levados nem-sei-porque a construir novas conexões, ideias e etc...tudo aquilo que já sabemos de possibilidades nessas mídias. Pensando bem, acho que foi assim que comecei também. Empurrada pela própria armadilha: a curiosidade.

Porém, para começarem a se socializar no novo meio eles precisarão aprender as facetas e truques desse ambiente. Um deles é o hábito de sorrir. Grandes lábios com dentes bem expostos para as fotos dos álbuns é a regra. Não há espaço para as dores da vida. A meta é aproveitar cada momento como se fosse o último. 

Desse é difícil se esquivar.

P.S: O mais velho um dia me disse que não sabia sorrir. Mas, eu ri, pois sei que em breve aprenderá. Foi a partir daí que tive a ideia para essa reflexão.


Olha que interessante:

sábado, 11 de maio de 2013

Palavras que curam

Lembrei-me agora de mais uma iniciativa super legal de ação online. O Doe Palavras convida os internautas a enviarem mensagens positivas para incentivar os pacientes do Instituto Mario Pena na luta contra o câncer.

Os textos são exibidos em telões dentro de hospitais e nas casas de apoio.

As palavras podem curar. Quer contribuir para isso? Envie mensagens pelo www.doepalavras.com.br



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Movimento Minas envolve participação online para resolver os desafios da sociedade

O Movimento Minas é uma excelente iniciativa do Governo de Minas Gerais que visa a interação entre governo e sociedade a fim construir soluções para os desafios da sociedade.

Uma ideia louvável de inteligência coletiva que utiliza a internet como meio de trocas reflexivas sobre determinado assunto. É uma forma que pode vir a oferecer uma oportunidade de atuação cidadã. Quer saber como participar?

Funciona assim: você entra no portal e faz um login (que pode ser pelo Facebook ou Google). Depois digita seus dados e se cadastra no site ( atente-se ao e-mail para confirmar o cadastro).

Com a conta criada, você poderá participar das enquetes, desafios (quebras-cabeças -"são desafios colaborativos, baseados em uma pergunta e algumas premissas para sua resolução") e fóruns de diálogo sobre política e programas existentes.

Quando eu entrei, só haviam enquetes, muito simples de responder. No blog, as ações efetivas apresentadas a partir das iniciativas do Movimento Minas ainda estão só no campo da construção de ideias e alternativas. Então, vamos torcer para que esse empreendimento tão inovador dê certo. Vou acompanhando por aqui.

Abaixo um vídeo sensibilizador fala mais um pouco sobre o que é o Movimento.






sábado, 4 de maio de 2013

As faces do Instagram


Vejam a minha roupa hoje! Meu pé, minha mão, meu nariz...eu preciso que me notem, estou sozinha aqui, no mundo real.



Em um espaço propício para tudo e todos se tornarem visíveis, indivíduos, empresas e movimentos sociais constroem novas identidades, discursos e imagens, utilizando todas as ferramentas possíveis para isso. Alguns só querem a popularidade, outros expressar seus sentimentos, mas, por fim, todos estão ä venda nesse espaço.

Vamos pensar aqui no Instagram. Sou uma recente navegadora desse espaço e notei as pessoas modificando sua rotina, desconstruindo sua vida em prol de novas e interessantes imagens do Instagram. Lá eu posso ser quem eu quero ou quem aos outros mais interessa e mais ainda, eu posso provar no Instagram que me tornei o que desejava.

E sou aquilo que mais atrai as pessoas, seja pela curiosidade, pelo estranhamento ou pela admiração. Levo legiões de indivíduos virtuais para minha vida interessante na Internet. Não estou mais sozinha.

É assim que estamos todos a venda neste espaço. Mercadorias performáticas, fluidas, em movimento de exposição espetacular. 

Nossa realidade contemporânea, que tem seu lado fantástico também.


Face fantástica

Notem as imagens do Instagram no clipe da banda Móveis Coloniais de Acaju. Foram utilizadas mais de 1800 imagens postadas pelos fas com a hashtag #instamoveis. Fotos variadas que mostravam um pouco da vida dessas pessoas e que, ao final, interagiram com a letra da música.




É a arte se apropriando das novas tecnologias, interagindo com as vidas construídas na Internet. Ela que, possibilita, a proximidade entre artista e fã. A banda Móveis Coloniais é contemporânea e interativa, sabe muito bem como utilizar a internet e utiliza esse recurso com sucesso e frequência  Um diferencial para o artista que quer se destacar nesse novo espaço de convivência  "Estou conectado, logo existo", diz o autor Kenneth Gergen.

Outros vídeos da banda Móveis Coloniais de Acaju que se apropriam da Internet:





Bem-vindo ao meu novo cantinho de ideias!


Pretendo aqui divulgar, analisar, comentar ou, simplesmente, devanear sobre a cibercultura.

A cibercultura é cultura do ciberespaço, lugar mediado por computadores que constrói uma nova ágora, espaço de trocas e vivências.

Aqui você navega em um território livre proporcionado pelo meio digital em que se atualizará (da forma mais clara e objetiva possível) sobre arte, cultura, música, redes sociais, comunicação  ferramentas...e etc na nossa querida e necessária internet.

# metaprocesso #inúmeras possibilidades #interatividade #liberdade

"As tecnologias são espelhos do nosso desejo de inteligência", Olivier Dyens