segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Muito tempo depois, aqui estou eu, falando sobre internet novamente!

Desde que ingressei no Mestrado em Estudos de Linguagens, em outubro de 2013, nem um suspiro meu foi postado aqui neste blog que tanto me dediquei e amei durante alguns meses. Agora a nostalgia bateu e resolvi compartilhar um poucos das novas experiências again!

Continuo estudando redes sociais, ferramentas da internet, novas mídias, comunicação e política. Porém, com um olhar bem ampliado, desconfiado e ponderado sobre tudo...tudo mesmo! Entrei numa onda de Análise do Discurso que me levou ainda mais para o lado da desconfiança. Além disso, as disciplinas de Teorias Contemporânea do Discurso com o Prof. João Batista desenvolveram mais ainda esse lado da crítica. Eita experiência fantástica essa das aulas de mestrado! <3 Ah, a participação em eventos também foi incrível. Saca só as fotos:



Sobre tecnologia, decidi pelo caminho ponderado com relação ao assunto, alguns artigos que escrevi no início do mestrado podem até ter seguido para a corrente triunfalista ou "alegrinha" com relação à tecnologia e suas implicações. Mas, agora sigo a linha ponderada que considera os efeitos negativos e positivos da nova onda midiática.

Para exemplificar essa breve historinha que quis contar aqui do tempo que fiquei sumida, deixo um link muito legal com os artigos que andei fazendo durante esse período.

 
Depois eu conto e compartilho mais! Até!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Do virtual para o real - o que ficou da revolução?

Mais uma vez esse tema que me interessa tanto é destaque neste blog. Não tem como fugir dele. Agora que as pessoas multiplicaram indignações no espaço virtual e as levaram para as ruas, a internet ficou mais ainda fortalecida. Até o país mais poderoso do mundo começou a fuxicar as páginas e redes sociais brasileiras para tentar entender o que está acontecendo. Tudo bem que isso não é novidade e a espionagem já é de praxe há um tempo, mas agora o poder está um pouco mais ameaçado. 

A rua mostrou suas caras e podemos já listar alguns ganhos que a sociedade brasileira obteve com as manifestações de 2013 ( reúno abaixo alguns pontos discutidos durante uma reunião que participei do grupo de estudos Democracia Digital na UFMG).





O que aprendemos com a revolução nas ruas:

1 - Todas as classes sociais convivendo juntas em um mesmo espaço.

2 - As pessoas aprenderam a ocupar os espaços públicos para se manifestarem.

3 - As transformações só ocorrem quando fazemos diferentes, saímos do virtual.

4 - Os movimentos surgem para provocar confronto, estes são inevitáveis, precisam construir um incômodo e obtém sucesso a partir dele, quando pressionam por mudanças.

5 - Existem vários nomes, causas, por isso a conquista é pelo fazer, não por resultados mensuráveis. 

6 - Não se pode limitar o discurso, o que existem são vários discursos, uma rede, não se pode excluir. O novo mundo é possível diante de várias legitimidades.

Com inspirações de Manuel Castells, "Redes de Indignação".

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Ciberações para o bem - Social Good

Já sabemos que o nosso querido espaço digital proporciona conectar pessoas, tornar acessível a partilha de ideias e a formação de grupos com gostos em comum. Entendemos e utilizamos com louvor essas potencialidades que ajudaram e muito nosso dia-a-dia cada vez mais corrido. Encurtamos distâncias e nos colocamos disponíveis para contato diário, no mundo virtual. Isso acontece com oito a cada dez pessoas (suponho um número grande de usuários, pois não incluo somente os que utilizam só mídias sociais, mas também o e-mail, ferramenta habitual na vida da maioria dos seres humanos atuais).

Alguns se utilizam dessas possibilidades para criarem redes de corrupção e estragos. Mas, não darei importância a eles. Quero mostrar agora algumas iniciativas maravilhosas que são voltadas para o bem e que visam utilizar o espaço virtual de conexão e fluxo de informações compartilhadas para melhorarem a vida de outras pessoas. Um pouco do que é chamado Social Good.


Um instante para explicar sobre o termo: conheci a expressão "Social Good" em uma oficina que fiz essa semana e ele tem tudo a ver com meu projeto de mestrado.  Social Good é o nome dado as iniciativas na internet usadas para impulsionar a solução de problemas sociais.  
Inúmeros movimentos sociais, ong´s, coletivos, empresas e pessoas cansadas de viver na inércia realizam Social Good utilizando as ferramentas da internet para convocarem pessoas, voluntários e angariarem recursos em prol de um bem maior.

Algumas iniciativas:

Desestressa BH - uma iniciativa voluntária e simples ( você pode montar uma também) que incentiva o amor ao próximo através de pequenas atitudes: um bom dia, um abraço ou apenas um simples sorriso

Imagina na Copa - um projeto que tem o objetivo grandioso de promover uma transformação na juventude brasileira até a Copa de 2014. Com o foco na mudança de atitude, o projeto ajuda, a partir de oficinas, os jovens a entenderem o tipo de atuação que querem ter e ajudá-los a se organizar para iniciar seus próprios projetos.

Doare - você sempre pensou em fazer doações, mas não sabia como e em quem confiar? O Doare é uma plataforma de doações que te ajuda a contribuir com as melhores e mais confiáveis organizações sem sair de casa. Dá uma passada lá.

Mais amor por favor - o que era apenas uma frase afixada em alguns muros pelas cidades, cresceu e se tornou um movimento em prol da generosidade e do carinho entre as pessoas.


Essas são somente alguns das milhares de ações que surgem a cada minuto na rede. É emocionante ver como as pessoas encontram cada vez mais formas de se unirem em prol de ações bondosas.  


Palmas, palmas para tudo isso!

P.S: Se quiser saber mais sobre o Social Good, procure no http://socialgoodbrasil.org.br/







quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Exposição ao extremo


Chocada com a notícia do homem que utilizou o Facebook para contar que havia matado a esposa.

Uma de suas declarações me chocou mais:"Vou para a prisão ou ser condenado à morte por assassinar minha esposa, gosto de vocês, amigos, vou sentir saudades, se cuidem, pessoal do Facebook, vocês vão me ver nas manchetes", escreveu Medina.

Fato que é um caso em que a visibilidade facilitada pelas mídias sociais foi levada ao extremo. Mas, estamos falando de uma arena "livre", para o bem ou para o mal. Em que identidades são construídas e reveladas. 

domingo, 14 de julho de 2013

Etiqueta na internet

Já passamos grande parte da nossa vida em frente ao computador, conectados a uma arena virtual, móvel, ágil, fluida, onde diálogos rápidos são construídos e diversos tipos de cidadãos podem se expressar quando e como quiserem.

Mas, antes de transformar ideias e sentimentos em comunicação por palavras, aúdios e sons, o internauta precisa conhecer e aplicar a linguagem própria do meio, como também suas regras de "etiqueta". 

Etiqueta? Sim, como as boas maneiras da "vida social", as relações digitais também têm regras de convivência no meio.

Conheça e já comece a aplicar algumas delas:

- Não use letras maiúsculas durante a conversa, a não ser que queira "gritar".
- Tente escrever ao máximo sem erros gramaticais, você nunca sabe quem irá ler o que publicou.
- Nos chats, evite o uso excessivo de emoticons, principalmente se for para substituir palavras. Você não sabe em que tipo de dispositivo a pessoa estará lendo sua mensagem e esse tipo de imagem costuma apresentar erro.
- Cuidado, pense dez vezes antes de escrever qualquer coisa em um chat e nunca fale o que não diria pessoalmente.
- Nas redes sociais, preserve o máximo que conseguir sua intimidade (não é legal e nem seguro mostrar a todo momento onde está, o que está fazendo ou pensando). Guarde para seus amigos mais próximos e familiares.
- Também nas redes sociais, tente não divulgar publicações no mural de outras pessoas e não marque amigos sem a autorização dos mesmos.

Fonte de pesquisa: Jornal Hoje em Dia




quinta-feira, 4 de julho de 2013

Entendendo Democracia Digital: em busca de uma visão crítica da atualidade

Após a leitura de dois textos de pesquisadores sobre democracia digital (Wilson Gomes e Ricardo Fabrino - vide abaixo), pude ampliar minha visão sobre o tema e repensá-lo no contexto atual das manifestações.

Anotei alguns pontos importantes (dos milhares que tinham no texto), que compartilho abaixo:

- São incontestáveis as oportunidades que a internet oferece para a participação democrática. Wilson Gomes diz que: "o cidadão pode se relacionar diretamente ao Estado ou ao sistema político, sem a mediação dos meios de massa ou das instituições intermediárias; os membros da comunidade política podem agora, na alternância entre livre emissão e livre recepção, produzir uma comunicação sobre as coisas de seu próprio interesse, a prescindir do Estado, do sistema político ou dos meios de massa".

- Antes, durante e depois das manifestações, a internet "teve papel fundamental nos processos de articulação, mobilização e estruturação dos movimentos", aponta Ricardo Fabrino. 


Além disso, o professor destaca o fenômeno da cobertura alternativa de grupos (como o PósTV), que tornaram o processo discursivo mais complexo.

- Além de ampliar as possibilidades de participação dos cidadãos, a internet pode ainda contribuir para "produzir informação que promova a transparência, a abertura e a accountability das agências de governo em níveis nacional e internacional, bem como a capacidade de fortalecer canais interativos de comunicação entre os cidadãos e as instituições intermediárias", Wilson Gomes citando outro autor, Norris. 

Tal análise reforça que devemos nos lembrar do regime de governo democrático que vivemos, em que o poder político é exercido por representantes da população em instituições executivas e legislativas. A experiência democrática passa pelo Estado. 

- Segundo Wilson Gomes, "o Estado é a contraparte institucional da cidadania" e  não pode ser encarado como adversário da sociedade. O Estado deve considerar o poder civil em detrimento do sistema político, pois se as decisões políticas se resolvem inteiramente em um sistema político que não ouve os cidadãos, tais decisões se tornam deficitárias em legitimidade.

- Afim de que as reivindicações dos cidadãos sejam ouvidas e que a luta por reconhecimento travada nas ruas seja efetivada com mudanças políticas e sociais, Ricardo Fabrino propõe uma radicalização democrática, que possibilite que a "democracia não se restrinja ao voto e possa se adensar, realizando-se de forma contínua e efetiva".

Os textos podem ser consultados abaixo:



Somos todos vigiados


Outro dia estava procurando na internet uma escrivaninha para meu quarto. Olhei em diversos sites, principalmente no Google. Achei a que queria e a comprei. No outro dia, abri o Google novamente e me deparei com inúmeras propagandas me oferecendo o mesmo produto. Achei curioso. Mais ainda quando abri meu e-mail e vi mais propagandas de escrivaninha. Abri também outros sites e lá estavam elas: as propagandas! 

A sensação que me passou foi a de que estamos (o tempo todo) sendo analisados, controlados e vigiados. O que você está fazendo no espaço virtual? Quem é você? O que você gosta?



Para provar isso, basta acessar o Google e digitar algum tema, como " partido político". Depois peça a um amigo para também digitar o mesmo termo no computador pessoal dele. Se vocês tiverem perfis diferentes, aparecerão resultados diferentes. Isso quer dizer que certas informações não estão ao seu alcance, simplesmente, porque não são adequadas para o seu perfil. 

Nas redes sociais, esse "filtro" acontece constantemente nos chamados feeds de notícias, que selecionam o que você tem acesso de acordo com diversos critérios. 

Sorria, você está sendo vigiado!

Recomendo a leitura do post Analisando as Redes Sociais com algumas informações de como isso acontece.

Acho que você pode gostar também de: